Simplesmente aguento tudo.
Aguento a chuva a cair no tecto da minha casa ... Aguento as pessoas falsas... Aguento o calor .... Aguento o desafio... Aguento a adrenalina... Aguento a paixão...
Mas isto?? ... Isto não aguento.
O que sinto por dentro não tem explicação. É um sentimento inexplicável. Não sei se faço bem estar relaxada, não sei se devo chorar pelos cantos...
O que sinto por dentro não tem explicação. É um sentimento inexplicável. Não sei se faço bem estar relaxada, não sei se devo chorar pelos cantos...
Aguento o choro? Isso já não o posso dizer.
Aguento a dor? Como posso responder se já não sei o que significa o verbo aguentar. É como os outros, mas à algo que nele se associarmos a uma frase parece que traduz sentimento de herói, força. É uma palavra com muita eficácia.
Eu uso-a. Mas agora... não é o momento apropriado.
Posso aguentar tudo. E tudo. Mas o que sinto aqui por dentro, isso não sei. É como tudo se destruísse, e não restasse nada. Nem um pedaço para poder regenerar com o tempo, tal e qual como a flor que iria crescer com mais força, pronta aguentar tudo e todos, aguentar cada fraqueza, cada pedaço de folha caído, cada dia de muito calor ou dia de muito frio.
Mas uma flor não aguenta isso todo, pensas tu. Mas quem te garante que não consegue. Eu não quis dizer de uma planta verdadeira. E não, também não quis falar da artificial, mas sim da flor que todos nós temos dentro do nosso coração. A flor que muitos de nós esconde-a. Não o faz por mal, mas com medo. Medo de não ter nada por dentro, de ficar com um vazio e depois deixar entrar a dor, o sofrimento. Mas uma flor, não é flor se não desabrochar, dar fruto e se preciso, mais outro caule para dar vida a mais uma outra.
A Flor que preenche o nosso coração, não a deixes morrer!
Tenta sustentá-la... dar-lhe sempre comida.... Comida a que se chama Esperança.
Tenta sustentá-la... dar-lhe sempre comida.... Comida a que se chama Esperança.


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