De tanto adormecer e acordar, acabei-me por fartar e decidi ouvir música.
Passado um pouco decidi ver que horas eram.
- Já sou 10h? - Pergunto-lhes para ter a certeza que estava a ver bem.
- Sim... - responde a minha avó, depois de ter olhado para o relógio que tinha no pulso. - Tens fome?
- ah... - pensando um bocado - Um pouco.
- Queres o quê?
- Pode ser umas bolachas...
- Tá bem. - mexendo no saco que se encontrava aos seus pés. - Toma - pondo o pacote em cima do ombro dela para eu alcançá-lo e desfrutar das minhas maravilhosas Belgas.
Enquanto comia as belgas, sentia o telemóvel a vibrar no bolso dos meus calções de ganga.
Ao tirá-lo, com algum custo, vi que tinha 4 mensagens e 1 chamada perdida.
Bem a chamada perdida era da minha mãe, as mensagens, tinham todas remetentes diferentes excepto duas que eram misteriosas...
De: Best caramelizada*-*
Olá mon amorre com leite achocolatado e belgas. A viagem está a correr bem?
Espero bem que sim. E claro aposto que agora de manhã deves comer as tuas belgas... agora a minha pergunta: é com ou sem chocolate?
Beijocas depois diz algo quando chegares. Amo-te (;
De: Catarina
Olá. Já estás a caminho?
De: "Desconhecido"
Olá.
De: "Desconhecido"
Olá. tudo bem?
O que estranhei mais foi o número desconhecido. Duas vezes a mesma mensagem... Resolvi enviar mensagem a perguntar quem era, e aí sim, o mistério ficou resolvido.
De: "Desconhecido"
Sou o amigo da Catarina. Rúben.
Afinal o desconhecido tinha nome, Rúben.
Durante a viagem ia falando com ele e com a Catarina. Ela lá me explicou o significado de ele ter o meu número. Simples, simplesmente quis número de uma rapariga. Enfim, rapazes...
No meio daquela conversa, nem dei pelo tempo passar e quando dou por mim já me encontrava na rotunda em Vizela, e da minha janela conseguia ver o quartel dos bombeiros, que sinceramente era a única coisa de que me lembrava...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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